Dois amigos que resolveram formar uma banda para conquistar um Festival de Bandas em um colégio do Sul – Porto Alegre. E viraram a banda mais bombada do Festival. E hoje se tornaram a Banda “Grande Vencedora” do VMB/09!

Isso mesmo! Há pouco mais de dez anos, quando Lucas e Vavo ainda estudavam no Colégio Pastor Dohms, lá em Porto Alegre (cidade onde viviam), os dois amigos resolveram montar uma banda. Após dois anos, ganharam um produtor chamado Rodrigo Tavares, que por acaso acabou entrando para a banda, e Bell, que já era amigo também. Consagrando então a banda FRESNO. A história dos quatro amigos que vivem de música e dizem que a amizade é acima do sucesso. Quando sobem no palco, simplesmente arrasam, e até mesmo fora dos palcos são simpáticos e atenciosos com os fãs. Momentos antes do show da banda, que aconteceu em Guarulhos (11.10), eles receberam alguns fãs para fotos. E claro que eu, Queen novata da ILHABELA, estava lá para conseguir uma entrevista com eles. Entre um fã e outro, a banda cantou Laura Pausini. Imaginem uma palhinha de Pausini na voz de Lucas Silveira! Imaginaram? Por falta de sorte não conseguimos gravar, hehe. Maaas já que não tiveram a oportunidade de ouvi-lo cantar Pausini, vão ter de ouvir FRESNO cantando Paralamas do Sucesso! Eles estarão na próxima Trilha Sonora de Malhação 2010!
E aproveitando o embalo, Lucas falou em entrevista exclusiva sobre o primeiro álbum de seu Projeto Solo: BEESHOP! Confira agora ;)
CG. Hoje em dia, muitas pessoas têm vontade de viver de música, e há certo medo, incerteza de conseguir. Por vocês serem sempre amigos, já rolou essa incerteza de dizer que era melhor abandonar esse sonho? Como foi lidar com isso pra vocês?
LUCAS: Acredito que nem todas as bandas desistem, a maioria continua. Acho que tem que continuar tocando, eu se não estive tocando com a FRESNO, com certeza estaria tocando com outra galera. Por sorte eu nunca desisti, eu senti que iria dar certo e aos poucos sempre foi dando. Não rolou aquele momento “bah”. Foi desde quando sai de casa, comecei a ganhar meu primeiro troco com a banda. Mas até o Bell e o Tavares já tocaram em bandas de covers, na noite, para se sustentar.
CG. Depois que vocês conquistaram um dos sonhos (porque sempre dizem que um sonho acaba e outro continua) como é para vocês hoje ver os fãs gritando, porque o fã clube de vocês é um absurdo, hehe. Até mesmo subir no mesmo palco de bandas, que antes vocês eram apenas platéia. Já se acostumaram com a vida de “estrelinhas do rock”?
LUCAS: Faz muito tempo que estamos na mídia, mas quando a gente chegou a São Paulo e íamos à Galeria do Rock causava bastante. Mas claro que isso afeta nossa vida. Hoje isso é maior e vamos aprendendo aos poucos. Às vezes tentamos evitar esse assédio, mas muitas vezes é imprevisível. Incomoda um pouco quando estamos com outras pessoas, como namorada ou com a mãe, aí eu fico meio assim. Mas se eu estou sozinho faz parte.
CG. Todo ano vemos novas bandas de rock sendo reveladas em grandes premiações, como, por exemplo, esse ano a banda Cine, e até mesmo vocês que já foram um dia, uma delas. O que vocês acham dessa explosão de bandas com selo ou independentes? Acham que as oportunidades de hoje em dia são melhores do que antigamente para entrada no mercado musical, seja elas nas rádios ou pela internet?
LUCAS: Claro, com certeza no próximo ano vai ser uma outra banda revelação. Provavelmente uma banda que vai surgir desse mesmo cenário. É importante eu acho, porque quanto mais bandas tiver, mais bandas boas vão existir. Tá muito melhor e antes pra uma banda ser reconhecida ela tinha que ser muito mais forte, e também ser muito melhor, hehe. Hoje em dia rola de tua banda ser conhecida por algum motivo, aparece sempre na hora certa, e nem precisa ser necessariamente a melhor banda. Eu não me sinto ameaçado por estarem aparecendo outras bandas, porque os fãs da FRESNO não vão deixar de ser fãs.
CG. O último álbum, “Redenção”, relata muito sobre saudade, e o nome do álbum é de uma praça no centro de Porto Alegre, onde viveram. Vocês acham que além da musicalidade, as letras da FRESNO ajudam a conquistar um público maior, devido às pessoas se identificarem com elas?
LUCAS: Eu acho que é muito pela letra. É bem mais letra do que pela música, pelo rock. A galera se identifica mesmo com as letras e desde a época que era tudo mal gravado, a galera já gostava pra caramba. E só podia ser pela letra! A música era até boa, mas era tão mal grava e mal tocada pela gente mesmo, e por isso a letra sempre foi mais forte. E a gente dá muita atenção pra letra.
CG. O recém lançado DVD “O outro lado da porta” foi gravado em estúdio, e há músicas antigas da banda, como “Gelo” e “Absolutamente Nada”. Gostaria de saber se vocês gravaram as músicas antigas no intuito de mostrar o estilo da banda desde o início, para o público novo?
LUCAS: É, e também por que essas músicas antigas são as que o pessoal gosta pra caramba. Elas estavam mais ou menos, e a gente regravou. Ficaram bem melhor. E pra mostrar, porque tem um monte de gente que comprou o DVD e às vezes vai dizer “Pô olha só essa música dos caras”. E vai acabar indo lá baixar as músicas, porque os álbuns de muitas delas não estão mais à venda. Essa é a intenção.
CG. Vocês tocaram com Chitãozinho e Xororó, no Estúdio Coca-Cola MTV. Ficou tão bom que os próprios vão gravar “Duas Lágrimas”, uma música de vocês para o próximo álbum deles. Vocês já tiveram a idéia de gravar alguma letra de outra banda, com o estilo completamente diferente de vocês?
LUCAS: Ah, não. De tocar em show sim, mas pra colocar isso em um disco tem que ser uma música muito significativa pra todo mundo. Fora que é muito complicado conseguir autorização. Por exemplo, agora a gente vai gravar uma música para a próxima trilha sonora de Malhação 2010, que vai ter regravações de bandas dos anos 80. Vai ser “Lanterna dos Afogados” dos Paralamas do Sucesso. Gravar uma dessas e colocar no disco seria bom, mas acho que nunca vai rolar. E também por que tem muita música que a gente fez e não conseguiu nem encaixar nos nossos próprios discos, hehe.
CG. Se fosse para gravar, com que banda brasileira seria?
LUCAS: Tem um monte de gente. No Brasil tem uma galera que toca pra caramba. Little Joy, que pra mim é uma das melhores bandas brasileiras que tem hoje em dia. Pra sonhar alto, Caetano Veloso, Roberto Carlos, entre outros. Que se a gente tocasse assim um dia, acrescentaria muito na nossa vida.
Links fotos do show:
Dé Rodrigues: http://www.flickr.com/photos/derodriguesfotografia
PhilipShimada: http://www.flickr.com/photos/lipeds
Luringa: http://www.flickr.com/photos/luringa/
Nick: http://www.fotolog.com.br/fotos_tiago
BEESHOP - Lucas Silveira:
CG. A gravação do primeiro álbum do seu projeto solo “Beeshop” vai começar dia 26 de outubro. Poderia contar um pouco a respeito?
LUCAS: O Rick Bonadio, desde quando conheceu o Beeshop, falou: “Vamo gravar isso aí”. Até enrolei ele, porque eu não queria me dividir muito entre a banda e solo. Mas chegou um ponto em que todo mundo já sabe quem é a FRESNO e que não vão confundir com Beeshop. E quando ganhamos os prêmios, estamos em um momento de muita evidência com a banda. Cairia bem para o público de ver “Olha o cara tem um projeto solo, e é um som diferente”. E até mesmo para quem não pira muito na FRESNO, já gosta de Beeshop e tem muito isso. Quem curte mais um som “gringo”. E eu lançar esse disco seria bom agora.
O Tavares também começou com o Projeto Esteban e fez um baita sucesso, fora da banda. E aí surgiu pra fazer, e já que está com a moral lá no estúdio, vamos gravar tudo isso. E como eu já tenho o projeto há mais tempo, eu já tenho o disco quase todo pronto. Até vou ter que limitar isso, já está tendo uma votação para os fãs escolherem as músicas que eu vou gravar e escolher mais umas três ou quatro inéditas. Vai ser demais! Previsão para sair esse ano ainda sai, lá pelo Natal ou até mesmo antes.
por
Cintia Alves de Sousa
| 27.10.2009 | 21h28min