Um dia no shopping, C apresentou dois amigos dele para Juh e Jheni. Os dois amigos dele se tornariam rapidamente essenciais na vida de Juh. Um era seu anjo da guarda e o outro seu fofuxo (como ela adorava chamá-los assim).
Foi quando em um domingo, Juh, Jheni, C e os meninos da banda foram para o parque da cidade para fotografar a banda. A noite caiu e no céu havia uma bela e perfeita lua cheia. Juh não sabe por que, mas começou a sentir uma saudade absurda de seus amigos de Vitória e do Gaúcho.
Juh se isolou da galera, precisava ficar sozinha. Preocupado com Juh, C foi até ela para tentar animá-la. Depois de algumas indiretas (para não dizer DIRETAS) de Jheni, C chama Juh para andar e conversar. Eles caminharam até perder Jheni de vista Conversaram um pouco pelo caminho, foi quando C parou e segurou as mãos de Juh. Juh sentia seu coração bater acelerado e tinha certeza que C também conseguia sentir isso, suas pernas tremiam, ela sentia seu estômago revirar enquanto C se aproximava. C estava perto demais e Juh respirava de forma irregular, o que fez C sorrir e dizer: “então será aqui que irei te beijar”. Juh não sabia se era uma pergunta ou uma afirmação, mas antes que pudesse chegar a essa conclusão, C a beijou. Juh ficou em total estado de êxtase, jamais havia sentido aquilo antes, o beijo era perfeito. C movia os lábios delicadamente nos lábios de Juh, era o encaixe perfeito... o ritmo perfeito, acompanhado das batidas aceleradas do coração de Juh. Quando C parou de beijar Juh, ele sorriu... aquele sorriso que Juh amava ver. Juh estava sem graça, não sabia o que falar, como agir e C ria da situação. Ele pegou a mão de Juh e depois passou os braços pela cintura dela, o que a deixou totalmente confortável com a situação. Os dois voltaram para onde Jheni esperava.
Aquela noite foi mágica! Juh não sabia explicar o que estava acontecendo, ela jamais sentira aquilo por outra pessoa. A semana se passou e Juh não conseguia parar de pensar no que havia acontecido. Suas noites eram acompanhadas dos mais belos sonhos.
Chegou o final de semana e Juh foi a um show do C. Ela estava demasiadamente animada em vê-lo, mas para sua decepção, C a tratou como se nada tivesse acontecido, o que deixou Juh intrigada. E o pior, ele estava dando em cima de uma menina na frente de Juh. Juh podia jurar ter visto os dois se beijando. Aquilo foi uma facada no coração de Juh, que seguiu a vida...
As semanas passaram (quatro para ser mais exatas) e Juh não via C durante esse tempo, apenas conversavam pelo MSN. Mas a saudade estava começando a deixá-la louca. Ela só conseguia pensar nele, tudo levava até ele. Foi quando em uma tarde, ela convenceu Jheni a procurar a casa do C. Elas andaram por mais de 40 minutos e quando já haviam desistido, quando já estavam voltando para casa, Jheni avistou a rua do C. Juh logo reconheceu a casa (já que uma vez ela foi de carro com o C até a casa dele). Elas chamaram por C, mas ele não estava. Estava apenas sua mãe. Juh teve certeza de onde vinha toda aquela simplicidade do C. A mãe dele era super fofa, atenciosa, digamos que a candidata perfeita a sogra.
No outro dia, Jheni e Juh voltaram a casa do C, e dessa vez ele estava lá. Juh demorou um pouco para criar coragem e chamá-lo e quando o fez, não se arrependeu. C estava lindo como sempre. Ele usava um jeans e uma camisa regata preta, os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, mas ele logo soltou. Eles conversaram um pouco a essa altura, C já sabia que Juh gostava dele. Ela tinha deixado isso bem claro em um vídeo que fez e mostrou pra ele. Estava na hora de ir embora. C acompanhou cordialmente Juh e Jheni até uma avenida movimentada perto de sua casa. Eles se despediram e Juh e Jheni atravessaram a avenida.
Enquanto ela atravessava a avenida, teve um rompante de loucura (podemos assim dizer) e jogou o caderno que estava segurando na mão de Jheni. Ela gritou desesperada por C, que parou e sorriu, enquanto Juh era quase atropelada ao atravessar a avenida sem olhar para os lados e sem perceber que o sinal estava aberto (isso justificava as buzinas alucinadas dos motoristas). Juh chegou perto do C praticamente sem fôlego. E com uma respiração irregular e uma coragem que ela não sabe de onde surgiu ela virou para ele e disse: “Eu preciso fazer uma coisa, senão eu não conseguirei dormir” C apenas sorriu. Aquele sorriso que Juh tanto amava, e essa foi a deixa para ela agarrá-lo pela cintura e beijá-lo. Novamente, Juh entrou em estado de êxtase. O gosto da boca dele era o melhor gosto que ela já tinhaa sentido na vida.
O beijo foi interrompido e C parecia não acreditar. Ele apenas disse: “o louco”, Juh virou as costas e saiu em direção a Jheni (que estava com uma cara de boba, de quem não acreditava no que havia presenciado naquele momento). Demorou um tempo (muito tempo, na verdade) para cair a fixa de Juh. Ela tinha atravessado a avenida, quase sido atropelada e beijado o cara pelo qual ela estava completamente afim.
Juh ficou sabendo de uma conversa de MSN que C teve com Jheni naquela mesma noite - essa era vantagem de todos serem amigos. Claro que Jheni não queria contar o que havia conversado, mas Juh insistiu tanto e fez chantagem que ela acabou cedendo e falando : “Ah Juh, ele disse que amou o que você fez, afinal não é todo dia que uma garota quase se mata para beijá-lo, mas...” e a voz de Jheni ficou trêmula por um instante: “Mas...”disse Juh, tentando encorajá-la a prosseguir... “mas ele disse, que você sente algo por ele que, no momento, ele não será capaz de corresponder”. As palavras de Jheni entraram como punhal no peito de Juh, mas Juh permaneceu firme, fingindo que estava tudo bem (mas é claro que não estava).
Naquela noite, após ir embora, Juh deitou na sua cama na esperança de dormir. Mas não foi possível, ela rolou de um lado para outro da cama, e como num flashback , ela via a cena se repetindo. Ela correndo para beijar C, mas a cena era interrompida pelas palavras de Jheni.
Quando Juh percebeu, estava chorando. Isso não fazia sentido. Por que ela estaria tão triste assim? C era apenas mais um amigo que ela havia beijado e pronto. E foi pensando assim que Juh conseguiu conter suas lágrimas e dormir...
por
Jullizze Maia Borges
| 30.12.2009 | 09h30min